Mostrando postagens com marcador TEXTOS SOBRE REGISTROS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TEXTOS SOBRE REGISTROS. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de maio de 2013

REGISTRO ATRAVÉS DO DESENHO


      Licença Creative Commons                     REGISTRANDO NOSSO PASSEIO
  Sabemos que o desenho é uma forma de registro, um modo de deixar marcas que representem nossas experiências, nossos pensamentos e nossas falas.  
   As crianças gostaram tanto do nosso passeio no Bosque dos Jequitibás que pensei em tornar o registro dessa atividade mais significativo, duradouro e ao mesmo tempo visto diariamente. No saco de tecidos/retalhos que consegui havia um tecido bem grande e vi que daria para fazer algo para as crianças desenharem. Recortei o tecido em pequenos retângulos e colei com cola quente, pois não sei costurar, e passei um biquinho de crochê para dar acabamento. A princípio pensei em transforma-los em sacolas, mas quando as crianças viram o tecido já pronto para realizar o desenho, me perguntaram se era uma almofadinha. Devolvi a pergunta para elas: “o que vocês acham que é?” e elas responderam quase que em unanimidade que era almofadinhas. Então fomos registrar o nosso passeio estampando as nossas almofadinhas! 
     Trabalhar  com a metodologia de projetos, vem me ajudando a tornar cada vez mais o trabalho participativo e ativo de todos os envolvidos na prática pedagógica, o que eu avalio positivamente, pois quando cada um se sente co-responsável por algo, o desejo de fazer, ver e sentir se torna bem maior e significativo.    



terça-feira, 14 de maio de 2013

AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL


  
Licença Creative Commons
  Tanto a observação quanto o registro devem estar a serviço da identificação dos elementos que interferem nas relações de ensino/aprendizagem. O educador precisa estar atento àqueles indícios que têm significado para o contexto do seu trabalho. Não é tarefa fácil, por isso é importante que se tenha a clareza de que supõe um exercício diário de olhar para além do que se vê, de desvelar o significado escondido, muitas vezes, numa expressão de espanto, no silêncio, no gesto, no choro, na fala, no sono, nos cuidados, no corpo. Também supõe um exercício contínuo de dedicação, feito por um professor pesquisador, reflexivo, comprometido com a educação.  
    Mas o que deve ser avaliado? Quando? Como avaliar? Que instrumentos e procedimentos se devem utilizar? Para que e para quem avaliar? São perguntas desafiadoras que impulsionarão o professor a uma reflexão, seguida de ações, umas que irão dar certo outras nem tanto, dependendo da realidade pertencente.  Tomando como base As Diretrizes Nacionais para a Educação Infantil, no artigo décimo, fica claro que o sentido da avaliação no contexto da Educação Infantil é a investigação e não o julgamento, a qual deve, segundo o documento, ser socializada com as famílias. De acordo com o meu contexto de trabalho,  busco estar coerente com essas orientações, valorizando na criança o seu conhecimento, sua cultura, suas habilidades, as interações que estabelece e suas diferentes formas de expressar-se, evitando assim a padronização.

Compartilho agora com vocês um pouco da minha maneira de registrar:

"...A turma vem se mostrando interessada, participativa, questionadora e muito curiosa, e as coisas estão fluindo e rendendo muitas descobertas e conhecimento. Percebo que nas brincadeiras do faz-de-conta tudo que conversamos e aprendemos se concretiza nesses momentos, principalmente quando brincam de filhinho. As famílias continuam participando sempre que solicitadas..." ( 19 de março de 2013)



sábado, 20 de abril de 2013

REGISTRO NA EDUCAÇÃO INFANTIL


OBSERVAR E REGISTRAR: MAIS QUE UMA PRÁTICA, UM APRENDIZADO PARA O PROFESSOR
   O educador é um profissional em permanente fazer e caminhar na direção do que constitui a essência do seu trabalho: ensinar, ou seja, garantir a formação do aluno. Por isso, sua ação tem de ser pensada, refletida e sistematicamente avaliada para atender as necessidades individuais e coletivas. Avaliar sistematicamente a prática pedagógica significa assumir uma postura reflexiva do exercício do olhar sobre a realidade, sobre a criança, sobre o próprio fazer com o objetivo de melhorar a ação educativa.
    A avaliação constitui-se num “conjunto de ações que auxiliam o professor a refletir sobre as condições de aprendizagem oferecidas e ajustar sua prática às necessidades colocadas pela criança. É elemento indissociável do processo educativo que possibilita ao professor definir critérios para planejar as atividades e criar situações que gerem avanços na aprendizagem das crianças. Tem como função acompanhar, orientar, regular e direcionar esse processo como um todo” (Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, v.1, 1998, p.59).
     A observação é um instrumento indispensável para que o professor possa conhecer as crianças, identificar suas dificuldades e potencialidades, compreender o que fazem e verificar os significados que atribuem aos elementos trabalhados.
     Reflexão e avaliação da prática pedagógica envolvem também o registro das observações realizadas, o que venho realizando por meio de escrita, fotografias e portfólios da produção das crianças ao longo do ano. Esse registro constitui um acervo de informações e conhecimentos fundamentais para o meu trabalho, permitindo que eu:
·         Construa a história e trajetória do meu trabalho e do grupo, indicando novos encaminhamentos, ajustes ou redimensionamento da ação pedagógica;
·         Registre o desenvolvimento, as conquistas, as descobertas, as dificuldades individuais e coletivas, oferecendo uma visão importante e detalhada de cada criança;
·         Contribua para a minha formação, podendo tornar-me um professor reflexivo, que estuda e busca fundamentação teórica para respaldar minha prática;
·         Acompanhe o processo de aprendizagem de cada criança.
    Tanto a observação quanto o registro devem estar a serviço da identificação dos elementos que interferem nas relações de ensino/aprendizagem. O educador precisa estar atento àqueles indícios que têm significado para o contexto do seu trabalho. Não é tarefa fácil, por isso é importante que se tenha a clareza de que supõe um exercício diário de olhar para além do que se vê, de desvelar o significado escondido, muitas vezes, numa expressão de espanto, no silêncio, no gesto, no corpo. Também supõe um exercício contínuo de dedicação, feito por um professor pesquisador, reflexivo, comprometido com a educação.  
    Mas o que deve ser avaliado? Quando? Como avaliar? Que instrumentos e procedimentos utilizar? Para que e para quem avaliar? São perguntas que me desafiam me inquietam e me levam a uma reflexão, seguida de algumas ações, umas que dão certo outras nem tanto. Tomando como base As Diretrizes Nacionais para a Educação Infantil, no artigo décimo, fica claro que o sentido da avaliação no contexto da Educação Infantil é a investigação e não o julgamento, o qual deve, segundo o documento, ser socializada com as famílias. De acordo com o meu contexto de trabalho, venho buscando estar coerente com essas orientações, valorizando na criança o conhecimento que elas traz, sua cultura, suas habilidades, as interações que estabelece e suas diferentes formas de expressar-se, evitando assim a padronização.
    Algumas práticas são efetivas em meu fazer pedagógico: registro dos aspectos significativos de cada criança; caderno de desenho individual como um portfólio onde a criança realiza as atividades durante o ano, percorrendo sua própria história e assim criança-professora-família vão acompanhando suas descobertas, desafios, conquistas e superações; fotos do cotidiano; pesquisa e entrevista com as famílias; exposições; registro das escutas das crianças e  de ocorrências. Porém ainda encontro dificuldades e obstáculos em realizar o registro escrito. Sinto que ao mesmo tempo em que é o ponto de partida é também um desafio, o que necessito freqüentemente me policiar, me desafiar, me superar e me dispor a concretizar tal prática que só tem a me ajudar, fornecendo subsídios para uma aprendizagem integral das crianças e para minha valorização enquanto profissional da Educação Infantil.

terça-feira, 16 de abril de 2013

AVALIAÇÃO E REGISTRO

Licença Creative Commons
OBSERVAR E REGISTRAR: MAIS QUE UMA PRÁTICA, UM APRENDIZADO PARA O PROFESSOR
   O educador é um profissional em permanente fazer e caminhar na direção do que constitui a essência do seu trabalho: ensinar, ou seja, garantir a formação do aluno. Por isso, sua ação tem de ser pensada, refletida e sistematicamente avaliada para atender as necessidades individuais e coletivas. Avaliar sistematicamente a prática pedagógica significa assumir uma postura reflexiva do exercício do olhar sobre a realidade, sobre a criança, sobre o próprio fazer com o objetivo de melhorar a ação educativa.
    A avaliação constitui-se num “conjunto de ações que auxiliam o professor a refletir sobre as condições de aprendizagem oferecidas e ajustar sua prática às necessidades colocadas pela criança. É elemento indissociável do processo educativo que possibilita ao professor definir critérios para planejar as atividades e criar situações que gerem avanços na aprendizagem das crianças. Tem como função acompanhar, orientar, regular e direcionar esse processo como um todo” (Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, v.1, 1998, p.59).
     A observação é um instrumento indispensável para que o professor possa conhecer as crianças, identificar suas dificuldades e potencialidades, compreender o que fazem e verificar os significados que atribuem aos elementos trabalhados.
     Reflexão e avaliação da prática pedagógica envolvem também o registro das observações realizadas, o que venho realizando por meio de escrita, fotografias e portfólios da produção das crianças ao longo do ano. Esse registro constitui um acervo de informações e conhecimentos fundamentais para o meu trabalho, permitindo que eu:
·         Construa a história e trajetória do meu trabalho e do grupo, indicando novos encaminhamentos, ajustes ou redimensionamento da ação pedagógica;
·         Registre o desenvolvimento, as conquistas, as descobertas, as dificuldades individuais e coletivas, oferecendo uma visão importante e detalhada de cada criança;
·         Contribua para a minha formação, podendo tornar-me um professor reflexivo, que estuda e busca fundamentação teórica para respaldar minha prática;
·         Acompanhe o processo de aprendizagem de cada criança.
    Tanto a observação quanto o registro devem estar a serviço da identificação dos elementos que interferem nas relações de ensino/aprendizagem. O educador precisa estar atento àqueles indícios que têm significado para o contexto do seu trabalho. Não é tarefa fácil, por isso é importante que se tenha a clareza de que supõe um exercício diário de olhar para além do que se vê, de desvelar o significado escondido, muitas vezes, numa expressão de espanto, no silêncio, no gesto, no corpo. Também supõe um exercício contínuo de dedicação, feito por um professor pesquisador, reflexivo, comprometido com a educação.  
    Mas o que deve ser avaliado? Quando? Como avaliar? Que instrumentos e procedimentos utilizar? Para que e para quem avaliar? São perguntas que me desafiam me inquietam e me levam a uma reflexão, seguida de algumas ações, umas que dão certo outras nem tanto. Tomando como base As Diretrizes Nacionais para a Educação Infantil, no artigo décimo, fica claro que o sentido da avaliação no contexto da Educação Infantil é a investigação e não o julgamento, os qual deve, segundo o documento, ser socializada com as famílias. De acordo com o meu contexto de trabalho, venho buscando estar coerente com essas orientações, valorizando na criança o conhecimento que elas traz, sua cultura, suas habilidades, as interações que estabelece e suas diferentes formas de expressar-se, evitando assim a padronização.
    Algumas práticas são efetivas em meu fazer pedagógico: registro dos aspectos significativos de cada criança; caderno de desenho individual como um portfólio onde a criança realiza as atividades durante o ano, percorrendo sua própria história e assim criança-professora-família vão acompanhando suas descobertas, desafios, conquistas e superações; fotos do cotidiano; pesquisa e entrevista com as famílias; exposições; registro das escutas das crianças e  de ocorrências. Porém ainda encontro dificuldades e obstáculos em realizar o registro escrito. Sinto que ao mesmo tempo em que é o ponto de partida é também um desafio, o que necessito freqüentemente me policiar, me desafiar, me superar e me dispor a concretizar tal prática que só tem a me ajudar, fornecendo subsídios para uma aprendizagem integral das crianças e a minha valorização enquanto profissional da Educação Infantil.