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segunda-feira, 3 de junho de 2013

LINGUAGEM MUSICAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Licença Creative CommonsPRESENÇA DA MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
CONHECENDO UM POUCO SOBRE AS ORIENTAÇÕES DO

REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

   A música é a linguagem que expressa e comunica sensações, sentimentos e pensamentos, através do som e do silêncio. Como a música faz parte de nossas vidas desde muito cedo, podemos preservar seu caráter ritual, onde a intuição, o conhecimento prévio e a transmissão oral se misturam, resultando como ponto de partida para o processo de musicalização. 
     A música mantém contato estreito e direto com as demais linguagens expressivas, portanto deve estar integrada ao contexto educacional, sendo possível realizar projetos integrados. Essa realidade ainda é um desafio no contexto educacional, devido a formação inicial e continuada dos professores.
                   Mas qual a importância da linguagem musical 
                                            na Educação Infantil?

Importância da linguagem musical: desenvolve a expressão, o equilíbrio, a auto-estima e o autoconhecimento, além de poderoso meio de inclusão e integração social.  Trabalhar com a linguagem musical na educação infantil é valorizar a cultura e a história da humanidade, um motivo que justifica por si só a música na educação. 
Esse documento teve como fundamentação os estudos do educador Keith Swanwick, do pedagogo Françóis Delalande, Marilyn  Zimmerman e Howard Gardner.

Realizei com a minha turma uma pesquisa sobre o nosso crescimento e em especial sobre o crescimento dos pés. Surgiu a ideia de montar um CD com as músicas relacionadas ao projeto. Pesquisamos e escolhemos essas músicas: uma diversidade de gêneros musicais. Estamos visualizando os clipes dessas músicas o que vem ajudando bastante na memorização interpretação das mesmas. Cada criança recebeu um CD com as letras das músicas para partilhar e compartilhar com a família, um modo de integrar a família ao trabalho desenvolvido na escola.

Músicas do Projeto EU, VOCÊ, NÓS
1-De umbigo a umbiguinho (Toquinho)
2-Na ponta dos pés (H-5)
3- Sou robô (H-5)
4- O que vou ser quando crescer?(Mara Maravilha)
5-Meu pé meu querido pé (RÁ TIM BUM)
6-O sapo não lava o pé (Galinha Pintadinha)
7- Pé com Pé (Palavra Cantada)
8- Pererê (Tempo de Brincar)
9- Ai bota aqui o seu pezinho (Inezita Barroso)
10- Pezinho de limão
11- Comer para poder crescer (Eliana)

Modelo da capa para o CD:

Depois as crianças desenham na capa e se quiser pode colocar contact para melhor acabamento e resistência. 

Prof.ª Silmara Farias



terça-feira, 28 de maio de 2013

ÁRVORE DE PÉS


Licença Creative Commons                                             ÁRVORE DE PÉS


Esse cartaz foi feito com os pés e mãos das crianças carimbadas com guache.(realizado em 19 de março de 2013)

É um cartaz informativo com dicas de bem estar para os pés como forma de publicizar e informar para a comunidade escolar o que estávamos pesquisando e descobrindo sobre os pés, pois "...assumo como meu papel resgatar as experiências das crianças, auxiliando-as na identificação e reflexão dos problemas e na concretização dessas reflexões em ações, principalmente as que gerem uma intervenção social passíveis de serem viabilizadas..." (Plano de Ensino de 2013- Silmara Farias)

DICA DE SAÚDE E BEM ESTAR
Chegou em casa com os pés cansados e doloridos?



Silmara Farias

sexta-feira, 17 de maio de 2013

TRABALHANDO COM AS DIFERENÇAS


       Licença Creative Commons    RELATO DO DIA 11 DE ABRIL DE 2013

Hoje foi um dia muito interessante. A M. V. está apresentando crise de ansiedade, chora o tempo todo, não come, não bebe água, não brinca, não conversa com os amigos, ficando o tempo todo do meu lado e me seguindo aonde quer que eu vá e só para esclarecer ela é uma criança com paralisia cerebral, comprometendo o lado direito. Já havia esgotado os meus recursos para tentar convencê-la e lembra-la de quanto ela gostava da escola e como aqui é legal e o quanto ela é querida por todos.           
Saímos do parque e fomos para a sala de multimídia. Hoje é o dia em que fazemos o empréstimo de livros e como estamos conversando sobre as diferenças das pessoas, bem como as deficiências físicas, combinamos que eles iriam levar para casa os livros da Coleção Ciranda da Diversidade e das Diferenças, as quais abordam temas relacionados a algumas deficiências e outras dificuldades. Comecei a ler os títulos dos livros e ler o resumo de cada  um antes de colocar para eles escolherem.
Quando li o da Centopéia a M. V. disse: “ELA É IGUAL A MIM, COM PROBLEMINHA NA PERNA, QUERO LEVAR ESSE LIVRO.” Quando dei por mim ela estava falando da suas limitações com tanta naturalidade e com tanto envolvimento que cheguei a me emocionar, pois o que eu achei que poderia ser um problema, tocar nesse assunto com o grupo por causa dela, mesmo que indiretamente, ela reagiu completamente contrário, se mostrando ciente de suas limitações e do seu tratamento, pois contou para todos que vai na CEI para poder conseguir abrir a mãozinha e a reação do grupo foi de igual comportamento, pois nunca a trataram com diferença.
 Após esse momento passei vídeos para eles do YOU TUBE de atletas deficientes, com histórias de muita superação. Assim como a M. V., todos gostaram muito do que viram e teceram vários comentários, demonstrando admiração em ver pessoas sem braços e pernas fazendo exercícios, ganhando medalha, sorrindo, fazendo tanta coisa... Essa hora passou que ninguém viu, e o melhor a M. V. tinha voltado a sorrir e demonstrar envolvimento e interesse pelas atividades.
Isso prova que o fazer pedagógico intencional e planejado vai além daquilo que prevemos, percorrendo e alcançando caminhos esperados e inesperados, mas o importante é estar sempre atento para não deixar passar essas oportunidades ricas de intervir, propiciando descobertas e compreendendo mais sobre cada criança.
Estar sempre sensível às necessidades das crianças é um exercício constante para o professor, pois são nesses momentos que elas podem revelar algo escondido, mas que é de muito significado e relevância para ela, contribuindo assim para que o professor possa compreendê-la melhor e assim poder ajudá-la de alguma forma.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

LEMBRANÇA PARA O DIA DAS MÃES




Licença Creative Commons
 Um presente bem legal e singelo(UM MIMO) - caderno encapado com tecido e decorado com o desenho de cada criança. E quem é que não gostaria de ganhar um mimo como esse?

Trabalhar datas comemorativas sempre nos remete a padronização e às vezes causa-nos desconfortos em associar a escola ao consumismo veiculado a essas datas. Em nossa escola, e acredito que em muitas outras, buscamos articular essas datas com os projetos que estamos desenvolvendo em sala. A criança está inserida em uma sociedade, e recebemos influencias a todo tempo, principalmente dos meios de comunicação. Mas o que fazer? Fechar os olhos enquanto educadores e simplesmente fazer de conta que algumas datas não existem e que tem o seu valor em nossa sociedade, na minha família, na sua e das crianças? Com certeza, a resposta para essa pergunta está no ato de escutar as crianças com um ouvido atento e desarmado, de forma democrática sem querer impor a sua ideia. E é nesse pensamento que o trabalho com as mães aconteceu em minha sala, partindo da constituição de nossas famílias representadas pelos gatos a conversa foi acontecendo e caminhando, principalmente para a figura materna, de quem recebemos carinho, que necessariamente não precisa ser a mãe biológica. Tocamos nesse aspecto pois uma criança é orfã de mãe e desde bebê foi criada pela tia com muito amor e carinho, situação semelhante a minha, que sempre que oportuno e necessário compartilho com o grupo.

As nossas descobertas sobre a vida uterina e os laços de amor que temos com nossas mães e a necessidade que as crianças têm de expressar esse sentimento, mais os comentários das crianças na roda da conversa sobre o Dia das Mães, culminou num trabalho integrado, contextualizado, vivido e com sentido para o grupo, o que tornou prazeroso e envolvente cada etapa. 
Na contra-capa do caderno cada um deixou registrado para sua mãe uma mensagem de amor, acompanhado da foto da criança com a sua família.                                          
Ficou lindo!
Parabéns à todas as mamães!


terça-feira, 30 de abril de 2013

Acessibilidade no transporte coletivo de Campinas


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Entendendo as diferenças. Como esse assunto surgiu?
 Relato agora um pouco de como um assunto novo pode surgir durante as brincadeiras, onde as crianças podem expressar vários comentários livremente. O importante é o professor estar atento e sensível a curiosidade, interesse e necessidade do grupo.
No projeto EU,VOCÊ,NÓS, conversando sobre o nosso crescimento surgiu o interesse pelo crescimento de nossos pés, iniciando várias atividades sobre o assunto.Tenho um boneco na caixa de brinquedos, o Saci, e eles ficavam perguntando e comentando entre eles o porque dele ter uma perna só. Fui observando que a cada dia mais crianças voltavam o seu olhar para essa característica do Saci, o que sempre causava espanto e vários questionamentos. Resolvemos iniciar uma pesquisa e começamos a conversar para poder descobrir e entender que as pessoas são diferentes, porém com os mesmos direitos. 
Uma das estratégias foi enviar uma pesquisa com as famílias, iniciando assim mais uma participação ativa  delas com o  trabalho da sala.
 As perguntas abaixo nortearam a pesquisa
 1.      Em sua opinião por que o Saci só tem uma perna? 
 2.      Como vocês acham que era a vida dele com uma perna só? Quais as dificuldades que ele tinha? 3.      Vocês sabem de outras pessoas que tem alguma dificuldade por causa das características físicas? Quais?
4.      Essas pessoas sofrem algum tipo de discriminação? Quais? 

No meio a tantas respostas, me chamou a atenção quando relatavam que o transporte coletivo de Campinas vem apresentando um bom trabalho em relação a acessibilidade das pessoas com necessidades especiais . Foi então que conversei com o pai de um aluno para conseguir uma visita no Terminal Ouro Verde e assim podermos verificarmos na prática o que as famílias haviam relatado.
Ontem dia 29 de abril conseguimos realizar essa atividade, a qual nos trouxe muita informação e aumentou ainda mais nossos conhecimentos sobre os direitos de todos, que é o de ir e vir com dignidade e respeito.




domingo, 28 de abril de 2013

ATIVIDADE COM BEXIGAS


Outra atividade que as crianças gostaram muito foi a da bexiga com água e um bonequinho de E.V.A simbolizando o bebê na barriga da mamãe, onde as crianças puderam visualizar de certa forma, como eles ficaram dentro da barriga. O resultado foi fantástico, pois os "bebês" flutuavam e as crianças puderam explorar ao máximo esse momento, mostrando uns para os outros e tecendo vários comentários. Cada criança levou a sua "barriga" para casa afim de  compartilhar a atividade e os saberes com as famílias e como disseram as crianças: "para poder esperar o "bebê" nascer.

JOÃO FEIJÃO

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Contei a história do João Feijão, ilustrando o desenvolvimento do feijão e fazendo um paralelo com o nosso desenvolvimento dentro da barriga da mãe. Eles chegaram até comparar as raízes que levam o alimento para o feijão com o cordão umbilical que leva o alimento da mãe para o bebê. Após a história fomos até a cozinha pegar feijões para plantá-los em copinhos e assim podermos acompanhar seu crescimento e nos comprometemos a cuidar dele, colocando água sempre que precisar, pois água é essencial para o seu crescimento, assim como vimos na história. 


Mas esses feijões não brotaram...

Algo deu errado na nossa plantação: os feijões não brotaram. E aí o que aconteceu? O que deu errado?  O que fizemos de errado? O que nós não fizemos?
Essas perguntas nós fizemos enquanto grupo e cada um foi falando o que achava:  colocamos pouco água, acho que foi muita água, o feijão não era bom, a Silmara deu pouco algodão para colocar no copinho, precisa mais de sol. Após toda essa reflexão decidimos plantar novamente, agora buscando corrigir os nossos erros. Os feijões eu trouxe de casa, antes era da escola; colocamos mais algodão; deixamos os copinhos dentro de um vaso para poder receber sol indiretamente e colocamos um pouco de água. E não é que deu certo! Os feijões se desenvolveram e assim que começaram a crescer cada criança levou o seu para casa para poder cuidar dele.  O G. D. e o K. disseram até que eram os bebês deles, que estava crescendo os braçinhos.  As crianças conseguiram fazer a analogia entre o nosso crescimento e o do feijão, alcançando assim o objetivo proposto

sábado, 27 de abril de 2013

DIA DOS PÉS

 Essa atividade  foi mais do que especial, com massagem, hidratação, pedicure e manicure. As crianças gostaram muito de participar das atividades, tendo a liberdade de decidirem se queriam participar ou não. Só o C. E. ficou falando: “homem só pode passar esmalte branco. Vermelho e azul é para mulher.” E o G. C. queria passar o esmalte azul, mas acabou sendo convencido pelas crianças de passar só a base. Procurei deixar que as crianças levantassem as hipóteses sobre esses questionamentos o que ficou claro que todos procuram seguir os padrões definidos pela sociedade, ou seja "coisas" de mulher e "coisas" de homem, e eu como mediadora dessa situação busquei o equilíbrio, passando a base nos meninos como forma de poderem compreender que os homens podem e devem se cuidar, assim como as mulheres. Todos gostaram muito de fazer e receber a massagem nos pés. Foi lindo ver aquelas mãozinhas massageando os pés dos amiguinhos. Uma atividade tão simples, mas que com certeza marcou a vida de cada um de nós, principalmente pela pureza e singeleza do toque.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

PÉS DE TEXTURAS

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 Esses pés foram confeccionados para que as crianças pudessem explorar as diferentes texturas: algodão, arroz, feijão, pipoca, lixa, espuma, feltro e papel ondulado. As crianças tanto usam os pés como as mãos para perceberem as texturas dos pés e sempre que vão falando se é liso, se faz cócegas, se é macio ou áspero eu vou aproveitando esses momentos para explorar e aumentar ainda mais esses conceitos e a aquisição de novos vocabulários. Esse material fica sempre a disposição das crianças e eles estão sempre inventando e reinventando novos modos de explorá-los, como por exemplo, no dia em que os pés se transformaram em brinquedos, lembrancinhas e enfeites de uma festa de aniversário. É essa flexibilidade do uso de objetos que novos conhecimentos, novas relações e conceitos vão se aprimorando e se estabelecendo                                                                                                                                                02 de abril de 2013